Ai, nêga... que notícia mais triste... triste, triste... Pobre Bobeira... E eu que acreditava que ele era imortal...
Mas, não, nada na vida é imortal... nem o Bob...
Tem uma coisa pra nos alegrar: no céu dos cães não há dor de ouvido. E o nosso querido Lorde ganhará um kit de mãozinhas de tamanhos variados para se coçar, bastanto mover o pensamento. Há também buraquinhos de todos os tamanhos para ele se aninhar, todos ricos e confortáveis, condizentes com sua nobreza. Há também comida de galinha, de gato e de vários animais, além da comida de cachorro, para ele poder escolher, a cada momento, a que mais lhe apraz. E ele terá um troninho suspenso, muito mais bonito que aquele igluzinho da Rafa, finamente decorado, para abrigá-lo nos dias de chuva e para descansos frescos. Muitos carros de várias cores estacionados formando um semi-círculo num enorme e lindo gramado verde, à disposição para seu prazer e seus gemidos. E terá para sempre nosso carinho e nossa saudade.
Tão triste saber que não poderemos mais fazer-lhe um afago com o cabo da colher... Nem vê-lo caminhar com aquela altiva lentidão tão própria do nosso lorde escocês preferido...
O mundo ficou mais triste hoje.
Péssimo não estar aí contigo agora... Mas, se agora fica só o salgado das lágrimas quentes à distância, fica prometido para o futuro que nosso primeiro brinde de amarga e gelada cerveja será em homenagem ao Bob.
beijo triste...
quarta-feira, 17 de junho de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Ivanorr meu amor
Ivanorr, meu amor
Deu tempo sim!!
Deu tempo de comer a torta
E se a porta não abrir
Ninguém se importa!
Deu tempo de te dar um “oi tudo bem?” e coisa e tal
Sem alarido somos vários no espelho do elevador
Mas sair assim? Com o vento?
Saiu de mim
Como vento de rumo sul
Como sul de rumo forte
De um perfume que só sinto na tua pele, Ivanor....
Tenho uns cheiros teus guardados dentro de mim
E ainda lembro o poro que se agranda na minha macro-curiosidade
Nessa cidade que há muito sei para onde anda.
Vês?
Que ainda te sinto carinho?
Afinal um amor tão grande! Tão capaz de tanta maluquice.....
Essa tua mistura que é uma espécie de nota exótica
Que entorpece e me engana
Quando penso na imensidão de medos e desejos em que nos metemos...
Por certo a imagem de mim em ti e a imagem de ti em mim...
Quem fomos nós?
Algum processo que desvencilhamos da morte.
Deu tempo sim!!
Deu tempo de comer a torta
E se a porta não abrir
Ninguém se importa!
Deu tempo de te dar um “oi tudo bem?” e coisa e tal
Sem alarido somos vários no espelho do elevador
Mas sair assim? Com o vento?
Saiu de mim
Como vento de rumo sul
Como sul de rumo forte
De um perfume que só sinto na tua pele, Ivanor....
Tenho uns cheiros teus guardados dentro de mim
E ainda lembro o poro que se agranda na minha macro-curiosidade
Nessa cidade que há muito sei para onde anda.
Vês?
Que ainda te sinto carinho?
Afinal um amor tão grande! Tão capaz de tanta maluquice.....
Essa tua mistura que é uma espécie de nota exótica
Que entorpece e me engana
Quando penso na imensidão de medos e desejos em que nos metemos...
Por certo a imagem de mim em ti e a imagem de ti em mim...
Quem fomos nós?
Algum processo que desvencilhamos da morte.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
segurem a cabeça dela!!
a pobre acaba de me dizer que não consegue mais parar de pensar!!! Disse que até já tentou outras vezes mas como nunca obteve êxito, desistiu.
Hoje ela sentiu em outras partes do corpo, por dentro, tentando sair sem conseguir, uma espécie de ardência, demência e pressão.
Por dias sem dormir e exausta de existir, saiu às ruas. Foi então que a encontrei: olhos esbugalhados, boca sêca, prúrido nos ouvidos, e com a voz rouca - aqui, quase uma atrofia. Perguntei seu nome. Como resposta me disse que isso não tinha a menor importância, que só queria que eu lhe segurasse a cabeça, que eu a acariciasse e lhe contasse uma história só pra distrair. Fiz o que me pediu: coloquei-a no colo, segurei sua cabeça entre as mãos e lhe disse que havia um cachorro do outro lado da rua que corria atrás do rabo. Disse isso porque achei que a levaria ao riso. Quando percebi seu desconforto ela já estava indo embora!
- Segurem a cabeça dela entre as mãos! Ajudem-na! Contem-lhe uma história qualquer, deem-lhe a previsão do tempo. Qualquer coisa!
Segurem a cabeça dela entre as mãos, e a encostem no peito!
Acalmem essa mulher....
isso....
Mais um pouco.....
....e um só momento mais...
Podem deixar que ela vá. Agora sim. O cão que reencontra sua matilha pode dormir sossegado...
a pobre acaba de me dizer que não consegue mais parar de pensar!!! Disse que até já tentou outras vezes mas como nunca obteve êxito, desistiu.
Hoje ela sentiu em outras partes do corpo, por dentro, tentando sair sem conseguir, uma espécie de ardência, demência e pressão.
Por dias sem dormir e exausta de existir, saiu às ruas. Foi então que a encontrei: olhos esbugalhados, boca sêca, prúrido nos ouvidos, e com a voz rouca - aqui, quase uma atrofia. Perguntei seu nome. Como resposta me disse que isso não tinha a menor importância, que só queria que eu lhe segurasse a cabeça, que eu a acariciasse e lhe contasse uma história só pra distrair. Fiz o que me pediu: coloquei-a no colo, segurei sua cabeça entre as mãos e lhe disse que havia um cachorro do outro lado da rua que corria atrás do rabo. Disse isso porque achei que a levaria ao riso. Quando percebi seu desconforto ela já estava indo embora!
- Segurem a cabeça dela entre as mãos! Ajudem-na! Contem-lhe uma história qualquer, deem-lhe a previsão do tempo. Qualquer coisa!
Segurem a cabeça dela entre as mãos, e a encostem no peito!
Acalmem essa mulher....
isso....
Mais um pouco.....
....e um só momento mais...
Podem deixar que ela vá. Agora sim. O cão que reencontra sua matilha pode dormir sossegado...
sábado, 24 de janeiro de 2009
Mãe e Monstro
terça-feira, 28 de outubro de 2008
vai daí com teu barquinho que te vejo passar pela via expressa! Tu daí e eu daqui por que afinal o mar é um só...eu mirando da janela do ônibus e tu passando e a vida entre nós em duas mãos, em tuas as minhas
mãos
mãos
domingo, 26 de outubro de 2008
Passeio de Barco pelos canais de Amsterdam
Sempre que eu saio por aí, pelas águas, com meu barco, fico pensando que,com meu barco,
só posso sair pelas águas.
Mas tão pouco quero
ir por onde não seja água.
E no caminho das águas,
encontro outros barcos,
que nada mais querem,
do que água.
Às vezes fico pensando,
se meu barquinho não gostaria de voar,
ou andar pela estrada.
Vem, vem comigo,
se afogar nas paixões marítimas,
e passear de barco comigo.
Mais fotos, AQUI.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
a casa
terça-feira, 30 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
linha do horizonte
Só sabe quem viu pela sombra da noite afora do lado de dentro
Só sabe do frio o calor
Só pensa água o que ta seco
Só fala o silencio
Só ouve barulho
Sem vozes
Sem cheiro
Sem pudor algum ao mentir
Sem saudade
Sem dor
Sem amor
Você me diz que a matemática é outra e pra deixar tudo como está
Você me diz que sim e não na mesma frase
Consegue ser frio e quente
Doce e amargo
Consegue ir sem sair daqui de dentro
Consegue me espreitar em silêncio
Meu on meu off
Minha pedra de sal
Meu doce mel
Compondo atravessado esse não poema...
Risonho menino e triste figura
A dor do peito nem foi maior que o bem que fez
Mas conseguindo
Desvencilhando-me dessa e de outra onda
Caindo numa vaga maior ainda
Mas é aqui que respiro
Só sabe do frio o calor
Só pensa água o que ta seco
Só fala o silencio
Só ouve barulho
Sem vozes
Sem cheiro
Sem pudor algum ao mentir
Sem saudade
Sem dor
Sem amor
Você me diz que a matemática é outra e pra deixar tudo como está
Você me diz que sim e não na mesma frase
Consegue ser frio e quente
Doce e amargo
Consegue ir sem sair daqui de dentro
Consegue me espreitar em silêncio
Meu on meu off
Minha pedra de sal
Meu doce mel
Compondo atravessado esse não poema...
Risonho menino e triste figura
A dor do peito nem foi maior que o bem que fez
Mas conseguindo
Desvencilhando-me dessa e de outra onda
Caindo numa vaga maior ainda
Mas é aqui que respiro
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Tecendo a Manhã
João Cabral de Melo Neto
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
sem título

tenho um amigo que sempre falou comigo como se eu fosse adulta, desde que eu era pequena ele faz isso.
sempre ouvi na sua voz coisas duras, nunca sem carinho, mas é como se vira-e-mexe ele precisasse abrir meus olhos sonhadores quase sempre fechados.
é importante ter alguém assim pela caminhada fatigante da vida e é imprescindível tê-lo atento com o seu implacável olhar sobre os acontecimentos. Alma velha, parece que já viveu mil anos mas ninguém sabe porque aparenta uma incrível juventude.
Por mais sêcas e cítricas que sejam suas palavras, é ele quem me fala como se fosse necessário o estalar dos dedos depois de cada hipnose.
não quero ser boa nem má, dois extremos cheios de pecado. quero a verdade nos meus gestos cheios de vida ainda e é ele quem me aponta, com os dedos duros feito pedra, numa direção qualquer.
como diz o sábio Lui: "-diga-me que estas só e te mostro alguém afim de dividir um café!"
sábado, 30 de agosto de 2008
Monstro
sábado, 26 de julho de 2008
para minha irmã
ela é luxo só....sabe contar e fazer história....sabe como ninguém pintar os olhos...a boca...sabe tudo sobre o bem (e o mau estar), aprende coisas a cada hora...desaprende...se solta se prende....se faz linda em branco e preto se faz linda em todas as cores...e todas as cores se fazem pra ela...o branco se limpa e o preto se esconde na penumbra....meus olhos sabem onde ela esta e meu coração sabe qual é o valor que ela tem pra mim...não me importo com geografia agora....aqui sempre comigo onde não poderia estar mais perto, ela é meu pó de pirilimpimpim, tenho sorte....muita sorte ...te amo
domingo, 20 de julho de 2008
sábado, 19 de julho de 2008
Vamos planejar um furuto ameno?
comprar um terreno....plantar um ipê-roxo bem no meio.
Pensei que seria boa a idéia de termos planos pra mais tarde...
Andei pensando....não gosto de cores pastéis
elas sempre me deixam em dúvida...anunciam dilemas desnecessários e não combinam com as cores dos meus carretéis.
quero em casa móveis de fazenda antiga e me lembro da cantiga que escutei com a voz do meu avô que mal conheci....(entra agora por essa janela/ouvido da memória)
Já não mais um dia de glória, já não mais o carrossel nem tampouco o bata-bate....
quero hoje queda livre e aquele vácuo se transformando em som orgânico da alma....
Alguém lá fora tosse, um cachorro late, e outro e outro....se estivesse no Alabama estaria ouvindo som de banjo mas escuto da cuíca, como se fosse anjo
minha voz
comprar um terreno....plantar um ipê-roxo bem no meio.
Pensei que seria boa a idéia de termos planos pra mais tarde...
Andei pensando....não gosto de cores pastéis
elas sempre me deixam em dúvida...anunciam dilemas desnecessários e não combinam com as cores dos meus carretéis.
quero em casa móveis de fazenda antiga e me lembro da cantiga que escutei com a voz do meu avô que mal conheci....(entra agora por essa janela/ouvido da memória)
Já não mais um dia de glória, já não mais o carrossel nem tampouco o bata-bate....
quero hoje queda livre e aquele vácuo se transformando em som orgânico da alma....
Alguém lá fora tosse, um cachorro late, e outro e outro....se estivesse no Alabama estaria ouvindo som de banjo mas escuto da cuíca, como se fosse anjo
minha voz
terça-feira, 15 de julho de 2008
anjos
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